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Crítica Resumo do BBB11

Originally psted on April 4, 2011

Neste blog pretendo falar apenas de Big Brother no Brasil e no mundo. À medida que eu consiga alcançar leitores de outros países, passarei a fazer comentários em inglês, espanhol, francês e italiano, mas é preciso que eu receba feed-back a fim de perceber esta tendência. Big Brother do Brasil, Portugal, Africa do Sul e outros países, Grande Fratello da Itália, Granhermano da Argentina e de outros países de lingua espanhola também estão nos meus planos.

A proposta do Reality Show é o julgamento popular dos participantes de modo a contemplar com o prêmio máximo as pessoas mais autênticas, companheiras e carismáticas. Não é exatamente um jogo, mas uma competição com objetivos de entretenimento para o grande público. Também não é uma competição para premiar quem é mais amigo e camarada, embora isso conte pontos quando é expontâneo e natural nos participantes. É isso o que o público deve perceber e julgar. O público também não endossará as atitudes de alguém astuto e inteligente, manipulador e conspirador, com o único obletivo de ganhar na competição. A Maria, vencedora da última edição, é um exemplo clássico disso, porque, pelos padrões clássicos esperados por uma multidão de “experts” e “entendidos” no assunto no Brasil, eles e ela não esperavam que seria a vencedora e muito menos estar entre os 3 finalistas, justamente por essa opinião “furada” generalizada entre quem deveria ter uma visão mais realista e equilibrada. Parece que os nossos “formadores de opinião” são mais preconceituosos que o próprio povo. Sobre essa questão não preciso me extender, basta pesquisar na internet as opiniões antes e depois do advento da Maria. A morena de São Bernardo ainda desbancou outro mito: o de que mulherão não vence o BBB. Isso é um recado claro para a produção, que seleciona candidatos tendo em vista esse mito. Infelizmente agora vão se precipitar na direção contrária, embora eu torça que não, contribuindo mais uma vez para a derrubada dos índices de audiência. Se eles apenas se limitassem a serem imparciais, já seria uma grande ajuda. Eu acho que deveria ser obrigatório a todos os membros da produção conhecerem a origem do nome do programa e o filme “1984″ baseado em obra de Orwell, porque eu notei que alguns deles, a exemplo da maioria dos participantes, desconhecem isso!

O apresentador e certos elementos-chave da produção se julgam experts no assunto e discriminam alguns críticos do programa, esquecendo-se os primeiros que estão em posição desfavorável para opinarem sobre o próprio trabalho que realizam, além de se situarem numa conjuntura em que estão impedidos de se manifestarem livremente. O máximo que eles podem e deveriam fazer é selecionarem os candidatos para as edições seguintes baseados em detalhes técnicos e, não subjetivos, sem tomarem partido a partir dai e, deixando então o público decidir, sem interferências e dirigismo, quem seja merecedor, sem se preocuparem com questões de preconceito, simpatias pessoais, etc. O público já demonstrou por mais de uma vez que é capaz de julgar corretamente, sem precisar de muletas ou das opiniões dos chamados “formadores de opinião”, os quais, na realidade, somente querem é impingir suas próprias opiniões. Tudo bem que o apresentador apresente a sua costumeira lenga-lenga tentando mostrar porque os candidatos estão sendo eliminados em cada oportunidade em sua opinião, mas daí a tentar inculcar pontos de vista pessoais sobre A ou B ainda em confinamento vai uma longa distância. Tudo o que o público deseja e necessita é imparcialidade e justiça nas edições das imagens. Quem assiste ao pay-per-view em tempo integral, como eu, por exemplo, notou que houve enorme discrepância entre o que ocorreu na realidade e o que foi mostrado ao grande público na tv aberta. Cenas antigas e cenas mais recentes foram misturadas nas edições com intuitos maldosos ou para beneficiar A ou B. Cenas e declarações importantes e impactantes foram simplesmente omitidas, retardadas ou dissimuladas. Palavras foram tiradas de contexto ou maquiadas para dar outra impressão, diferente da real. Charges e novelinhas mexicanas foram criadas com objetivo expúrio. Participantes foram esquecidos ou quase ignorados, ao passo que outros foram sobejamente mostrados e, o que é pior, exibidos como modelos de conduta ou engraçados e alegres, como é o caso do cachaceiro e indecente Daniel. Não que ele não seja engraçado mesmo ou que seja patrono de uma obra social meritória, mas vamos e venhamos, exemplo nunca. O BBB não é programa de caridade e nem arena de circo ou hospício. Na primeira semana só deu Ariadna, e, no entanto, quem foi eliminada no paredão triplo com os inexpressivos Lucival e Janaína? Culpa do público? Não! Culpa da produção, que não mostrou a verdadeira Ariadna com isenção. Por outro lado ninguém está ali para ser julgado pelo seu passado na medida em qie isso seja irrelevante. Dizer que ela foi eliminada porque omitiu algo de seu passado ou sobre sua condição é mera desculpa para esconder incompetência ou preconceito. Tudo bem, a produção é constituída de pessoas que também podem ser preconceituosas, mas têm o dever da isenção, e disso eu não abro mão. A “pequena sereia” foi eliminada sem que o público soubesse quem era ela realmente e só sabia dos fatos e boatos desabonadores disseminados maldosamente através da mídia. Eu diria que foi o dirigismo em direção ao preconceito. O próprio líder que a indicou (Cristiano), declarou que “se soubesse que” ela “era transsexual”, não a teria indicado, assim como não indicou o Daniel pelo mesmo motivo, para não parecer que era preconceituoso, parecendo que ele sabia que seria estigmatizado por demonstrar um defeito que uma parte expressiva da população tem e que não confessa. Somente mostraram o que a Ariadna fez e falou poucos momentos antes, no dia da eliminação, quando a votação já estava definida e, assim mesmo, não mostraram tudo, pelo simples fato de que não haveria tempo para mostrar. A justificativa do Cristiano foi ridícula quando disse que ela era a que menos afinidade tinha com os demais participantes. Pelo que eu vi, era a que mais tinha, naquela altura, inclusive com ele. Parece que a produção tem prazer em enganar o público, mas na realidade, querem direcioná-lo para seus preferidos e eliminarem logo de cara quem poderia atrapalhar esses planos mais à frente. Alguns participantes (aparentemente) são selecionados apenas para darem audiência e alavancarem o programa. Depois eles se tornam descartáveis. Outra idiossincrasia da produção é que eles adoram que os preferidos do público vão para o “paredão” (leia-se audiência), quando o público (e os próprios candidatos, claro) deseja o contrário. A ganância por audiência se manifesta logo no primeiro dia da primeira semana. Eles não têm paciência para esperar a audiência crescer naturalmente no decorrer do programa, o que são favas contadas e, acabam cometendo asneiras que prejudicam este crescimento natural de audiência. Esta contradição ainda não foi bem entendida pelo povo, mas um dia ele dará uma resposta definitiva a Boninho e Cia LTDA. O desprestígio que isso causa aos elementos da produção ainda não foi bem aquilatado por esta e nem desconfiam que isso além de ser causa da queda de audiência, que ainda é grande, acabará por afugentar anunciantes honestos e, assim, a primeira deserção será por conta dos anunciantes, percebendo o grau de artificialismo imperante. Há um lembrete na Bíblia avisando: “não atirai pérolas aos porcos”. Se eles souberem me ler nas entrelinhas, perceberão que estou sendo camarada com estas palavras, mas como são narcisistas ao extremo, acharão que estou denegrindo a imagem deles. Paciência, então! Porém a solução é tão simples! H o n e s t  i  d a d e! Esta é a pérola, ou uma delas.

Maria não é um anjo de candura (ou conduta) como se julgaria à primeira vista, como aliás nenhum outro participante desta 11a edição do BBB, mas é um doce de criatura, meiga, bom astral, alegre, fiel, apaixonada e apaixonante, leal, ingênua, compassiva, companheira e, pasmem, burrinha. Eu nunca vi tantas qualidades numa única mulher. A sua falta de noção, em seu caso, é um charme a mais, além do fato de ser uma guapa mulher, extremamente bonita tanto por fora como por dentro. O público (tanto o masculino quanto o feminino) não é bobo e percebeu isso claramente. O público do PPV percebeu isso imediatamente, logo na primeira semana. O feminino lhe reservara de antemão o segundo lugar, mas o público masculino lhe conferiu a coroa com uma participação decisiva. Ajudou muito também, nesse caso, o fato de seu corpo já ser conhecido através da internet. Assim, ninguém ficou preocupado (nem em ter que gastar dinheiro nas bancas de jornais) em vê-la pelada nas revistas masculinas de nus. Nesta edição, a meu ver, vários participantes foram selecionados como “buchas de canhão”. Além da Maria, Ariadna, Igor, Diogo, Lucival, Daniel, Diana, Paula, Wesley e Adriana não foram escolhidos para serem seriamente considerados como candidatos ao prêmio maior. Eu penso que os outros 9 eram mais cotados pela produção para ganharem inicialmente. Por esta razão é que houve aquele festival de êrros técnicos e dirigismo nas duas primeiras semanas, tanto nas provas quanto nas edições das imagens. O dirigismo chegou às raias do delírio, com mudanças de regras no decorrer das provas. A Maria foi impedida de vencer uma das provas logo no início com isso e, assim,  seu namorado foi parar no paredão. Esta interferência (ou desonestidade), a meu ver, mudou toda a história do RS. É claro que falar isso depois de ver tudo o que aconteceu depois é fácil, mas será que não teria sido melhor a produção agir com honestidade e isenção? Aliás a falta de transparência vem crescendo a cada edição e o que se vè hoje é um simulacro de transparência, não transparência de verdade. Eles confundem transparência com pressão psicológica, como se o público necessitasse de pressão psicológica, tanto para decidir como para ver melhor as verdades dos participantes. Algumas ações e atitudes da produção são tanto inócuas quanto desnecessária e somente servem para desacreditar e suscitar desconfianças do público para com a produção. A prova de que a eliminação da Ariadna foi prematura é indicada pela preferência demonstrada pelo público para ela voltar da casa de vidro. A produção não iria passar atestado de burra em si mesma e, certamente, trabalhou para que o Maurício voltasse, ao invés dela. Eu evito propositalmente chamá-lo de Mau Mau, porque acho pejorativo em vista de sua atuação na casa. Se fosse eu, aboliria esse apelido, e não estimularia ninguém a utilizar essa denominação. Adriana veio de encomenda para Rodrigão, assim como Wesley era a medida perfeita para a Maria e, consequentemente, garantir a volta do Maurício. Ou seja, o trio se tornara “bucha de canhão”. O coração da Maria desconsertou a todos (mormente a produção) e a moça se atirou de cabeça sobre o “ressuscitado”, apostando todas as suas fichas nele e, desfocando-se (aparentemente) do objetivo principal. Não creio que ela fez isso propositalmente e, por isso, caiu nas graças do público. No entanto, se ela representou um papel, é merecedora de um contrato para estrelar uma novela que seria de muito sucesso. Nesse caso, ela não seria nada boba e todos nós é que “mariamos”. Em qualquer caso, se a Globo bobear, ela acabará estrelando uma novela em um canal concorrente. Eles (os outros canais) só estão na “moita”, esperando, sem alardes.

Nesta edição eu me determinei a não tecer comentários durante o transcorrer do programa, porque eu queria dedicar meu total tempo observando a atuação da produção. Somente fiz algumas pequenas observações pelo twitter enquanto também acompanhava as repercussões nos diversos jornais, sites e blogs, bem como as enquetes principais. É inevitável que surjam preferências aqui e ali, já que se trata de um programa de grande audiência e repercussão. As torcidas pela internet, organizadas ou não, também são inevitáveis, e eu até concordo que existam, já que se trata de um meio de expressão democrático, mas discordo veementemente da participação e manifestação de artistas, celebridades e famosos, incluindo ex-bbbs de edições passadas e da atual. Se forem globais ai mesmo é que eu deploro. Os programas da Globo que repercutem e tomam carona na popularidade do Reality Show deveriam ser vigiados no sentido de serem imparciais e só desfrutassem dessa popularidade, mas o que se vê é gente torcendo desbragadamente por A ou B ou “sujando” a imagem de X ou Y. Isso é lamentável e só faz o canal (e o BBB) cair em descrédito. Eles parecem esquecer que quando manifestam preferência ou rejeição por alguém, ganham automaticamente a antipatia dos fãs dos demais e, isso não é desprezível para quem vive de popularidade. Esquecem principalmente que os participantes, ao se tornarem ex-bbbs, comandam os corações de milhões de fãs. São coisas assim que determinam o ostracismo de certas celebridades, os quais depois não entendem porque cairam no esquecimento. Em absoluto, não me considero uma celebridade e não foi por essa razão que evitei comentar o bbb11. É claro que se eu fôsse uma celebridade, agiria assim. Tenho o direito de manifestar minha opinião livremente justamente porque não sou uma celebridade. É tão gostoso assim!

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