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Jogo e Meritos I

Jogo e Méritos I

Você assiste e gosta de RS porque acha que é um jogo ou gosta de jogar e por isso quer que RS seja um jogo? Em ambos os casos você está equivocado. RS não é apenas jogo. É muito mais do que isso. O jogo é apenas um ingrediente para torná-lo interessante sob o ponto de vista da atração de público, mas o público jogador não é o único que a produção quer. “Capisci”?

Na essência, RS é uma avaliação de pessoas. Não é só avaliação do jogo que elas eventualmente fazem para ganhar um prêmio. Fazer isso, considerar somente táticas, estratégias e manobras é baixar o nível do RS. É ficar no simples para fugir do complexo. É comodismo mental. As táticas de jogo e seus desdobramentos devem ser vistos como desvios de caráter, não como atributos positivos.

Para que alguém ganhe em um jogo outros têm qe perder (ou deixar de ganhar). Isso implica em um questionamento moral. Até onde você pode ir? É lícito detratar, fazer picuinhas, manipular consciências, iludir, falsear, blefar, fazer conluios ou alianças ou complôs, fofocar, etc? O que você aceitar como lícito definirá o seu grau de moralidade (ou imoralidade)!

Por outro lado, quando você admite pesar os atributos de caráter, personalidade, etc, faz uma distinção clara sobre o que é mérito e demérito. Quem merece o prêmio é quem joga melhor ou quem tem melhores atributos pessoais positivos? Isso também define seu caráter como torcedor. Não só para o consumo externo, mas também para si mesmo.

Para consumo externo, você talvez não esteja nem aí, mas pense: seu trânsito na sociedade depende do que pensam de você, não do que você próprio acha de si. O que você pensa de si só atinge a sua auto-estima. De que vale uma grande auto-estima, se na sociedade em que se vive é um pária? Por quê a grande maioria das pessoas querem fama, dinheiro, reconhecimento e serem admiradas? Somente a sua auto-estima não é suficiente para tal alcançar.

Jogando, você não chega lá. No máximo será reconhecido como um jogador habilidoso ou esperto. De que vale isso? Sou campeão em um jogo, supondo um exemplo. E daí? Sou uma boa pessoa por causa disso? Não! RS não é um meio para consagrar campeões em jogos. Não é um circo, nem teatro, nem cassino (ou igreja, uma nova categoria de “não”), nem novela, nem programa humorístico ou de namoro ou amizade.

RS é uma competição de caracteres. É jogo apenas nesse sentido. O mérito consiste no caráter, nos bons princípios, no bom coração e na boa disposição de sentimentos. Não é algo cerebral. Você pode admirar e admitir a astúcia e a esperteza como lícitas se quiser, mas isso não é inteligência.

A inteligência pressupõe posicionamentos morais e éticos. Sem considerar isso você é estúpido, não inteligente. Um estúpido pode ser astuto, mas um inteligente não. O inteligente usa a honestidade em lugar da astúcia. Marco tem uma parcela de inteligência possivelmente, porque usou a honestidade desculpando-se com a Talita. Mas poderia ser astúcia? A audiência talvez entendeu que sim! Dos males o menor. Se a possível eliminação for por astúcia, por quê não usar astutamente a honestidade (sinal de inteligência)?

As pessoas invertem atributos como quem inverte equações na álgebra. Honestidade não é o inverso de inteligência. São termos de um mesmo membro da equação. Pode-se dizer que são “sinônimos” numa binomia forçada.

Não é inteligente jogar por dinheiro e nem honesto, mesmo que você queira doá-lo para instituições de caridade. Um concursante em um RS estrangeiro doou uma alta soma para a Cruz Vermelha para entrar num RS. Na verdade ele tentou comprar a fama com a qual recuperaria o dinheiro doado. Foi eliminado na primeira berlinda dele. Você não vende sua imagem e nem compra apreço e popularidade. Todos os que tentam isso conseguem somente o contrário. Da mesma forma amor e amizade não se compra e nem se pede. Ganha-se! Você não compra reconhecimento, popularidade e fama. Você tem que merecê-los.

Quem compra ou ganha o mérito são seus atributos positivos. Quem compra ou ganha o demérito são seus atributos negativos e jogar é, até prova em contrário, negativo e gerador de deméritos. Em síntese é isso. O jogador frio não tem mérito nenhum (só tem deméritos), e nem (tem) como jogador, se é que você acha que jogar é lícito.

Angélica perguntou ao Fernando se ele veio para o RS para lutar pelo prêmio ou para arrumar mulher. Pobre Angélica! Não sabe que a resposta não é uma coisa e nem a outra. Você vai para um RS para descobrir-se ou exibir seus méritos e saber se são suficientes para merecer o prêmio, não para lutar ou jogar por ele. Você não tem que fazer força para ganhar um prêmio. Você tem que merecê-lo. Se ninguém merece, alguém tem que merecer, porque o prêmio será dado de qualquer maneira e não é o jogo ou a qualidade do jogo, mesmo nesse caso, quem vai decidir.

Se fazer casais em RS é por jogo, tudo bem se você achar isso. Mas indague-se: é melhor um jogador frio e calculista ou um casal por jogo? Num jogador frio e calculista não há lugar para sentimentos. Num casal, você pode ser cético, mas admita que pode existir, pode haver algum tipo de sentimento, por ínfimo que seja. Logicamente um RS não se compõe só de jogadores e casais. Há outras facetas humanas e outros perfis, mas não importa quando os critérios não se cingem a jogadores e romances, mas a quesitos da personalidade.

Você tem que dar o benefício da dúvida. Se não der, você é um pobre coitado e, assim como não aceita o amor surgindo em 3 dias, em 3 dias você não é tão perspicaz para detectar um falso amor. Em contraposição está apto para odiar, assim como para amar (o que é paradoxal), se for uma pessoa normal e sadia. O próprio RS demonstra esse paradoxo. Em apenas um dia já tem torcedores fanáticos e participantes odiados ou idolatrados. LOL.

O ódio e o amor são contagiosos. Você pode semear o amor ou o ódio. A escolha é sua! Não por acaso, só existe um tipo de ódio. De amor existem 3. Se você não está habilitado para um deles, automaticamente está inapto para os outros dois, quer queira, quer não e, não adianta ter cultura, conhecimentos e inteligência. Isso exclui certos tipos de pessoas, não importa a preeminência e o simplismo ou o saber (conhecimento) e a ignorância.

Amor e ódio são sentimentos opostos, mas são da mesma raiz. Podem surgir repentinamente ou nunca acontecer. Amanda que o diga, você pode vir a amar ou odiar quem a sua razão não aconselha ou rejeita. Amor e ódio são involuntários e podem ser construídos aos poucos ou instalarem-se em poucos minutos. Podem descontruirem-se rápida ou vagarosamente Creio nisso porque já ocorreu comigo. Apenas um cheiro é suficiente para despertar o amor ou o ódio ou matá-los. Quem foi que determinou que uma pessoa não pode sentir ódio ou amor? Quem participa de um RS são pessoas e para serem autênticas têm que fingir que não têm esses sentimentos? Não me faça rir disso! É demasiado para a minha inteligência!

Amor e indiferença não são opostos como disse o Adrilles. Pode ser no caso dele e isso revela possíveis complexos. A auto-estima dele seria para consumo externo, mas isso não-existe. Você não gera exo-estima com auto-estima, muito pelo contrário. Não aceito rótulos por essas opiniões e rotularia de “Fanfa” (fã fanático) quem o faz. Fanfa não é só quem é fã fanático. Engloba quem ofende com injúrias, difamação, rotulação, xingamentos, etc, por causa de RSs ou de seus concursantes.

Assim como você é capaz de odiar instantaneamente, também capaz é de amar instantaneamente. Você pode não ter a capacidade de amar, mas isso é outra coisa. Você pode não ter a capacidade de odiar e isso é diferente. Diria mesmo que é por aí que surgem os santos, porque é raro, mas eles existem e sempre apareceram ao longo da História. Se estão à direita de Deus ou não, isto é outra história e não podemos saber com certeza.

Indo mais além, diria que Marco em minha percepção nem chega perto de ser santo e ele mesmo sabe disso ou deveria pensar isso. Se ele ou qualquer outra pessoa quiser dizer o mesmo de mim, tudo bem. Não me considero santo, mas procuro pelo menos ser fiel a certos princípios e procuro não transigir em questões morais e éticas.

Sempre é exagero apresentar-se como santo ou como benfeitor de qualquer coisa. Seus atos atestam por você, não suas palavras. “De pessoas bem intencionadas o inferno está cheio”! “Que a tua mão esquerda não saiba o que faz a direita”, caso contrário o inferno o espera! E o inferno é aqui e está dentro de você.

“A tua alma é o inferno que te queima ou o paraíso que te conforta”. Você tem seu livre arbítrio e o que faz com ele para escolher seu inferno ou paraíso é sua opção e de mais ninguém. Você é dono de seu destino e de sua alma ou deveria ser. Se você entrega-os a outros é problema única e exclusivamente seu. Pregação é isso e, não ensinar religião em jogo por dinheiro.

Desculpem o tamanho do texto. Na verdade ele é muito maior e foi dividido em partes. Esta é apenas a segunda parte. A cada saída de um jogador irei liberando as outras partes. A introdução foi o post anterior “Jogo“.

“Dadinha 10 de fevereiro de 2015 12:57,  13:24

…Desculpa, mas essa sua visão do Frank deve estar fazendo ele gargalhar até agora. Acompanhe melhor o blog e você verá que não poderia estar mais equivocado.

Tem toda razão, Frank, percebo agora, pela reação da audiência, que o Luan seria mero figurante neste paredão…”

LOL. De fato estou, Dadinha. Vamos dar uma chance ao amor e esquecer isso! O ódio só desconstrói. As torcidas jogam e não há como evitar. Não hesitam em rotular e detratar quando o objetivo é jogar. Ainda pior é o torcedor que age por vingança, porque seu preferido foi eliminado ou porque prefere alguém em especial. Quando elege um culpado ou contrário à sua preferência na multidão fica cego e nem percebe ou não aceita que a maioria pensa diferente dele ou pode pensar.

Um torcedor me chamou de colega no twitter, falou que RS é só jogo e deu a entender que sou ingênuo. Prefiro! LOL. Minha utopia é esses tipos deixarem de ser representativos na audiência e serem relegados à condição de minorias barulhentas e anarquistas, que é o que são na realidade. Entre eles há bairristas, xenófobos, criticóides pequeninos, pensadores refratários, emissores de desatinos, descerebrados, preconceituosos, parvos aretinos e zoilos. Etc, etc, etc!

“Mercedez Souza mercedezsoza 10 de fevereiro de 2015 11:25

De uns dias pra cá,acho que sua opinião a respeito dos concorrentes mudou bastante.Entendi que Talita,que antes era um exemplo de maldade agora é reverenciada?…”

Se refere-se a mim, penso que não entendeu nada, Mercedez! Minha opinião não mudou nesse aspecto, simplesmente porque não tenho ainda opinião formada sobre os concursantes. Apenas aponto os “milagres” mais gritantes. Sobre os “santos” em confinamento, não tenho culpa em seus “milagres”. A página não é um jornal e não caberia (em termos de espaço) falar tudo de bom e de ruim sobre os concursantes em um só post. Além disso, há os que reclamam de prolixidade.

“Paulo 10 de fevereiro de 2015 13:45

Mentira que ela falou isso? Talita matando a pau de novo! Se Marco conseguir se safar desse paredão, essa rivalidade vai esquentar muito…

Caprichete, o Frank? Caprichete pra mim não é só quem defende casal, não (coisa que, aliás, ele não faz a troco de nada e nem está fazendo nesta edição), mas sim quem fica defendendo os miguxinhos da casa hahaha mais um caso típico de projeção…”

Mas não é? Gosto de casais verdadeiros, confesso. Casais faked detono, mas ainda não chegou a hora de fazer isso. Os apressadinhos o são por jogo. Tá na cara! Considero-me um cara blindado para influências e só opino sobre o que vejo, ouço e leio e, sobre mim nem tanto. Não se preocupe quanto a isso, mas sou grato pela defesa, Paulo, extensivo à Dadinha. Injúrias, difamações e detração não me atingem porque não me conhecem para tanto e não estou em um RS ou em julgamento. Esses torcedores, na maioria, não são preconceituosos contra casais (com raras exceções). São viciados em jogo e querem que todos sejam iguais a eles.

Só destaquei o que ela disse porque é a pura e límpida verdade. Talita às vezes dá umas sacadas que não se espera dela. Na prova do carro ela soltou algumas que atraíram a minha atenção. Todas as vezes que ela fala do jogo, fala com grande propriedade e até o Marco havia percebido isso, razão pela qual entrou em choque contra ela. Foi um de seus erros de cálculo. Os torcedores de outros participantes também sacaram isso e é por esse motivo que ela pode ser eliminada.

“Romano 11 de fevereiro de 2015 02:09

Não tenho nada pessoal nem ódio contra ninguém(sei que você não escreveu isso mas só pra deixar claro) mas,quando vejo um BBB sempre vou me identificar com alguém e não me identificar com outros,você não,Frank?”

Não. Às vezes só na reta final. Acompanho RS de confinamento como meio de estudar pessoas. Não tem essa de me identificar ou não me identificar com pessoas específicas, principalmente no iníco da edição. Bloqueio meus afetos até conhecer bem uma pessoa. Aponto erros e pisadas de bola de qualquer um. Na verdade me afeiçôo a todos e fico triste quando alguém escorrega. Ficaria até mesmo com você, se pisar na bola, a quem não conheço e para quem meus afetos estão provisoriamente bloqueados, só porque discute e comenta meus posts. Fica na Paz.

Um comentarista estrangeiro de RSs bem conceituado e ex-concursante falou-me uma vez o seguinte, numa tradução livre, não com essas palavras, se não me falha a memória: “Gosto de comentar RS, porque adoro (me gusta) bater em safados, prevaricadores, ilusionistas, fornicadores, hipócritas, falsos, desonestos, insensíveis e toda sorte de indivíduos de mentes deformadas. Também adoro (También me encanta) dar pauladas em puxa-sacos e fanáticos!”

Esses defeitos são as principais pisadas de bola que não posso me impedir de apontar em concursantes e em todos os que se colocam na marca do “penalti”! Para mim o jogo só é interessante na medida em que esses defeitos afloram mais facilmente. Não resta dúvida de que Marco possui conhecimentos específicos na área da Teologia, mas daí a achar que é inteligente por causa disso vai uma longa distância.

Astúcia não é inteligência e jogar não combina com Teologia. “Deus não joga dados” (Einstein) e jogar utilizando a astúcia não é jogar inteligentemente. Enganam-se os que aprovam isso, como a eliminação pela audiência demonstrou, apesar da forte campanha (sem precedentes) para o Marco ficar. Em minha opinião Fernando não é tão forte quanto parece e não ficou por causa do jogo, mas porque com ele há uma dúvida em relação a jogar com o coração.

Acho provisoriamente que o Fernando está declarando amor incondicional e prometendo casamento com Aline para ganhar o programa. Se ela se entrega a ele, isso poderá acontecer. Seria como trocar um milhão e meio por um casamento. Será que vale?

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(Nota: Post publicado no site votalhada em 12/02/2015)

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